Cortes em ajuda externa europeia podem causar 11,5 milhões de mortes
Estudo aponta que reduções orçamentárias no Reino Unido, Alemanha e França ameaçam a saúde global e o desenvolvimento de populações vulneráveis.
Pontos principais
- Reino Unido projeta corte de 45% na assistência ao desenvolvimento até 2026.
- Alemanha planeja reduzir seu orçamento de ajuda em 37% entre 2023 e 2026.
- França prevê uma diminuição de 30% nos fundos destinados à ajuda externa.
- O impacto acumulado pode resultar em 11,5 milhões de mortes evitáveis até 2030.
- A análise foi conduzida em colaboração com os jornais El País e Le Monde.
Um estudo recente, realizado em parceria com os jornais El País e Le Monde, alerta para as consequências humanitárias de cortes drásticos nos orçamentos de ajuda externa de três das maiores economias europeias. O Reino Unido, a Alemanha e a França planejam reduções significativas em seus investimentos de assistência oficial ao desenvolvimento até 2026, com cortes que variam entre 30% e 45%. Segundo os pesquisadores, essa retração financeira pode resultar em mais de 11,5 milhões de mortes evitáveis até o final da década. A análise destaca que, ao reduzir o financiamento, esses países se afastam de seu papel histórico como pilares fundamentais da saúde e do desenvolvimento global, deixando populações vulneráveis sem suporte essencial em áreas críticas. A mudança de postura europeia levanta preocupações sobre a estabilidade de programas de assistência a longo prazo em nações em desenvolvimento.
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