Trump adia ordem executiva sobre IA e cibersegurança após lobby
Presidente suspendeu assinatura de ordem sobre IA por receio de que regulamentação prejudique a competitividade dos EUA frente à China.
Pontos principais
- Trump cancelou a cerimônia de assinatura na quinta-feira (21), alegando que o texto original poderia inibir a inovação tecnológica.
- O rascunho previa um sistema de revisão federal voluntária para modelos de fronteira, com prazos de 14 a 90 dias antes do lançamento.
- A medida foi motivada pela capacidade de modelos como Mythos e GPT-5.5 Cyber de identificar e explorar vulnerabilidades de software.
- A Casa Branca planeja revisar o texto da ordem executiva, mantendo o foco em mitigar riscos de cibersegurança sem travar o setor.
- O ex-czar de IA, David Sacks, foi um dos principais críticos da proposta, argumentando que as restrições atrasariam o avanço dos EUA.
O presidente Donald Trump cancelou na quinta-feira (21) a cerimônia no Salão Oval em que assinaria uma ordem executiva sobre inteligência artificial e cibersegurança. O presidente justificou a decisão afirmando que não deseja implementar medidas que prejudiquem a liderança tecnológica americana frente à China. O rascunho da ordem propunha um processo de revisão federal voluntária para modelos de fronteira, exigindo que laboratórios submetessem seus sistemas a avaliações de segurança de 14 a 90 dias antes do lançamento público. A proposta ganhou tração após o surgimento de ferramentas como o Mythos, da Anthropic, e o GPT-5.5 Cyber, da OpenAI, que demonstraram alta eficácia na exploração de falhas de software.
A suspensão ocorreu após pressões de bastidores, incluindo a atuação de David Sacks, então czar de IA e criptomoedas da Casa Branca, que argumentou que a regulamentação poderia travar a inovação. Embora relatos iniciais tenham apontado a influência direta de líderes como Elon Musk e Mark Zuckerberg no cancelamento, fontes indicam que a decisão foi fundamentada nas preocupações do próprio presidente sobre a competitividade da indústria. A administração Trump agora planeja revisar o texto da ordem, buscando um equilíbrio que permita o avanço da IA enquanto endereça os riscos críticos de cibersegurança identificados pelo governo.
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