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Stellantis anuncia plano de 60 bilhões de euros para conter avanço chinês

A Stellantis investirá 60 bilhões de euros até 2030 para revitalizar marcas, lançar 60 novos modelos e reverter prejuízos globais frente à concorrência.

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Foto: G1 - Economia
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21/05 às 09:07 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O plano de 60 bilhões de euros visa desenvolver novas plataformas e tecnologias de IA até 2030.
  • A estratégia inclui o lançamento de pelo menos 60 novos modelos de veículos até o fim da década.
  • A empresa focará na revitalização de quatro marcas principais: Jeep, Ram, Peugeot e Fiat, que receberão 70% do capex.
  • Na América do Norte, a meta é crescer 25% na receita e atingir margens de até 10% com novos modelos de entrada.
  • A montadora reduzirá sua capacidade produtiva na Europa em 800 mil unidades para otimizar custos.
  • Parcerias com montadoras chinesas, como Leapmotor e Dongfeng, serão reforçadas para produção local e tecnologia.
  • A medida busca reverter o prejuízo de 25,4 bilhões de euros reportado em 2025.
  • O mercado reagiu com cautela, registrando quedas nas ações em Paris e Milão após o anúncio.

A Stellantis apresentou um plano estratégico de 60 bilhões de euros para ser executado até 2030, visando fortalecer sua posição frente ao avanço de fabricantes chinesas como a BYD. O aporte será direcionado ao desenvolvimento de novas plataformas, motores avançados e tecnologias de inteligência artificial, com foco prioritário na revitalização das marcas Jeep, Ram, Peugeot e Fiat, que concentrarão 70% do investimento total. Na América do Norte, a companhia projeta um crescimento de 25% na receita e busca atingir margens de lucro de até 10% através da expansão da linha de crossovers da Chrysler e Dodge.

Para enfrentar o cenário de crise, que incluiu um prejuízo de 25,4 bilhões de euros em 2025, a montadora planeja reduzir sua capacidade produtiva na Europa em 800 mil veículos para otimizar custos operacionais. A estratégia também aposta em parcerias com companhias como Leapmotor e Dongfeng para otimizar a cadeia de suprimentos e realizar produção local. Apesar da tentativa de reestruturação, o anúncio gerou cautela no mercado financeiro, com as ações da companhia registrando quedas superiores a 5% nas bolsas de Paris e Milão logo após a divulgação do plano.

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