Samsung fecha acordo salarial e suspende greve, mas enfrenta resistência de acionistas
Após acordo de 6,2% de reajuste, Samsung pagará bônus médio de R$ 1,7 milhão a funcionários de chips, mas acionistas contestam a legalidade dos pagamentos.
Pontos principais
- Samsung suspendeu greve nas fábricas de memória após acordo de 6,2% de reajuste e bônus atrelado a lucros de IA.
- O bônus médio por funcionário na divisão de semicondutores será de 509 milhões de wons, cerca de R$ 1,7 milhão.
- O acordo ainda depende de ratificação pelos 48 mil funcionários sindicalizados até o dia 27 de maio.
- Grupo de acionistas contesta a legalidade dos bônus, alegando falta de aprovação em assembleia geral.
- A paralisação evitava risco de corte de até 4% na oferta global de DRAM, setor vital para a economia sul-coreana.
- O anúncio oficial dos valores foi realizado pela companhia nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026.
A Samsung Electronics conseguiu suspender uma greve iminente em suas fábricas na Coreia do Sul após firmar um acordo salarial que prevê um reajuste de 6,2% e um bônus médio de 509 milhões de wons, aproximadamente R$ 1,7 milhão, para os funcionários da divisão de semicondutores. A medida foi estratégica para evitar uma interrupção que ameaçava cortar entre 3% e 4% da oferta global de memória DRAM, produto essencial para o mercado de inteligência artificial, no qual a companhia detém liderança global. O entendimento, contudo, ainda aguarda a votação final dos cerca de 48 mil sindicalizados, prevista para ocorrer até o dia 27 de maio.
Apesar do alívio operacional, a empresa enfrenta agora uma nova frente de conflito com o grupo Korea Shareholder Action Headquarters. Os acionistas questionam a legalidade da bonificação, argumentando que os pagamentos vinculados aos lucros de IA não passaram pela aprovação obrigatória em assembleia geral. O grupo ameaça recorrer a medidas judiciais para bloquear a liberação dos fundos caso o procedimento não seja regularizado. A disputa ganha relevância dado que a Samsung representa 12,5% do PIB da Coreia do Sul, tornando qualquer instabilidade em sua governança um ponto de atenção para o mercado financeiro internacional.
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