Ibovespa apresenta atratividade, mas futuro depende de cenário fiscal
Gestora Meraki Capital aponta potencial de alta no Ibovespa, condicionado à disciplina fiscal e aos desdobramentos do cenário político brasileiro.
Pontos principais
- Ibovespa acumula queda de 11% em relação à máxima atingida neste ano.
- Meraki Capital projeta que controle fiscal rigoroso pode levar o índice a 400 mil pontos em dois anos.
- Investidores mantêm cautela com o varejo devido aos juros reais elevados.
- Estratégia da gestora foi ajustada para concentrar portfólio em empresas de maior liquidez.
- Fim de conflito entre EUA e Irã é visto como fator positivo para commodities e fluxo de capital.
O Ibovespa atingiu um patamar considerado atrativo por analistas da Meraki Capital após uma correção de 11% em relação ao topo do ano. A gestora, contudo, ressalta que a valorização futura do índice está estritamente ligada à condução da política fiscal e aos resultados das próximas eleições. A expectativa é que, com um controle fiscal mais rigoroso, o mercado brasileiro possa retomar o crescimento, com projeções otimistas que visam a marca de 400 mil pontos em um horizonte de dois anos. Diante da incerteza, a Meraki optou por concentrar seus investimentos em empresas de grande capitalização para garantir maior liquidez. Enquanto o varejo segue pressionado pelos juros reais elevados, o cenário externo, especialmente a expectativa de pacificação entre EUA e Irã, surge como um possível catalisador para o retorno de capital estrangeiro aos mercados emergentes.
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