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Governo britânico admite falta de verificação em cargo de Andrew

Documentos revelam que a nomeação do príncipe Andrew como enviado comercial em 2001 ocorreu sem procedimentos de segurança, impulsionada pelo desejo da Rainha Elizabeth II.

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Foto: SCMP - World
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21/05 às 09:33 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O governo do Reino Unido confirmou a ausência de due diligence na nomeação de Andrew para o cargo de enviado comercial em 2001.
  • A nomeação foi impulsionada pela Rainha Elizabeth II durante a gestão de Tony Blair, visando dar um papel de destaque ao filho.
  • O cargo de Representante Especial para Comércio e Investimento Internacional era não remunerado e permitia viagens globais.
  • Arquivos internos da época alertavam sobre a necessidade de gestão rigorosa da mídia devido ao alto perfil do então príncipe.
  • Análises históricas sugerem que o apoio da monarca foi motivado por instinto materno, buscando manter o filho ocupado e evitar problemas.
  • Andrew ocupou o posto entre 2001 e 2011, deixando a função após polêmicas que culminaram na perda de seus títulos reais.

Documentos oficiais divulgados recentemente confirmam que o príncipe Andrew assumiu o cargo de enviado comercial do Reino Unido em 2001 sem passar por processos formais de verificação ou due diligence. A nomeação, realizada sob o governo de Tony Blair, foi impulsionada pelo desejo direto da Rainha Elizabeth II em promover o filho no cenário econômico internacional. O posto de Representante Especial para Comércio e Investimento Internacional, embora não remunerado, permitia ao então príncipe realizar viagens frequentes para encontrar autoridades e líderes empresariais ao redor do mundo. Arquivos internos da época indicavam preocupações sobre a necessidade de uma gestão rigorosa da imagem pública do príncipe, dado seu alto perfil.

Novas análises históricas sugerem que o empenho da Rainha em garantir a posição foi um erro de julgamento, motivado pelo instinto materno de proteção e pelo desejo de manter o segundo filho ocupado, evitando os desafios enfrentados por outros membros da família real que não eram herdeiros diretos. Esse favoritismo acabou por ignorar os riscos associados à exposição pública do príncipe na época. Andrew permaneceu no cargo até 2011, quando deixou a função em meio a críticas sobre suas relações internacionais. O caso ganha novo contexto após a perda de seus títulos reais, decorrente dos desdobramentos do escândalo envolvendo Jeffrey Epstein, evidenciando falhas históricas nos protocolos de governança e a influência da monarquia em decisões institucionais.

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