O governo britânico avalia legislação para remover o ex-príncipe Andrew da linha de sucessão real, em meio a investigações policiais e sua ligação com Jeffrey Epstein, com apoio de partidos e do Rei Charles III.
A polícia britânica intensificou a investigação sobre o ex-príncipe Andrew ao retomar as buscas em endereços ligados a ele, incluindo o Royal Lodge e a casa de campo em Sandringham. Esta ação ocorre um dia após a prisão de Andrew por suspeita de má conduta no exercício de cargo público, embora ele tenha sido liberado após 11 horas sob investigação. O foco da apuração é determinar se o ex-príncipe enviou relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein enquanto atuava como representante do Reino Unido para o Comércio Internacional, um desdobramento que agrava a crise na família real britânica. Andrew nega todas as acusações de agressão sexual, envio de informações confidenciais e qualquer irregularidade.
Simultaneamente, o governo do Reino Unido está avaliando um projeto de lei para retirar Andrew Mountbatten-Windsor da linha de sucessão ao trono britânico. Andrew permanece como o oitavo na linha sucessória, apesar de ter sido destituído de seus títulos em outubro por causa de seus vínculos com Jeffrey Epstein. O ministro da Defesa, Luke Pollard, confirmou que o governo trabalha com o Palácio de Buckingham para impedir que Andrew se aproxime do trono, considerando a medida "o certo a fazer". A remoção exigiria a aprovação de uma lei no Parlamento britânico, a sanção real do rei Charles III e o endosso dos 14 países da Commonwealth que têm o monarca britânico como chefe de Estado. Partidos como os Liberais Democratas e o SNP apoiam a legislação, enquanto alguns trabalhistas questionam a necessidade, dada a baixa probabilidade de Andrew ascender ao trono.
Andrew, que já foi destituído de seus títulos reais e expulso de sua residência oficial por ordem do Rei Charles III devido às revelações sobre sua amizade com Epstein, é citado diversas vezes nos arquivos do caso. A prisão de um membro sênior da família real na história moderna gerou "profunda preocupação" no Rei Charles III, que prometeu "total e irrestrito apoio e cooperação" às autoridades, buscando distanciar a Coroa do escândalo. A última alteração na linha de sucessão por ato do Parlamento ocorreu em 2013, e a última remoção de um integrante por legislação foi em 1936, com Edward VIII.
G1 Mundo • 21 fev, 10:19
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