O ex-príncipe Andrew foi detido e liberado após 11 horas por má conduta e elo com Epstein, gerando preocupação do Rei Charles III, enquanto britânicos celebram e EUA investigam rancho de Epstein.
O ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, de 66 anos, foi preso na manhã de quinta-feira (19) em sua residência em Sandringham, Norfolk, sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público. A prisão ocorreu em meio a uma intensificação das investigações sobre suas ligações com o criminoso sexual Jeffrey Epstein, após a polícia avaliar uma denúncia sobre o suposto compartilhamento de material confidencial. A Polícia do Vale do Tâmisa confirmou a prisão de um homem na casa dos 60 anos, sem identificá-lo explicitamente, mas a BBC e o The Guardian o nomearam como Andrew. Agentes realizaram buscas em dois endereços, em Berkshire e Norfolk, incluindo o Royal Lodge, e a suspeita de abuso de cargo público refere-se ao repasse de documentos confidenciais de sua função como enviado comercial do Reino Unido para Epstein em 2010, conforme e-mails divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA. Após 11 horas de detenção, o ex-príncipe foi liberado, deixando a delegacia de Aylsham, mas a investigação prossegue.
Esta prisão, seguida pela liberação, marca um evento histórico, tornando Andrew o primeiro membro do alto escalão da família real britânica a ser detido desde 1647, quando Charles I foi preso durante a Guerra Civil Inglesa. A notícia foi recebida com satisfação por muitos britânicos, que a consideraram um sinal de que a monarquia não está acima da lei. Cidadãos entrevistados expressaram que Andrew "merece totalmente" as consequências. A investigação atual, conduzida pela Polícia do Vale do Tâmisa com apoio do governo britânico e do palácio, foca em e-mails encontrados nos arquivos de Epstein que sugerem o envio de relatórios governamentais e informações confidenciais sobre investimentos no Afeganistão. É importante notar que esta prisão não está ligada às acusações anteriores de abuso sexual feitas por Virginia Giuffre.
Andrew, oitavo na linha de sucessão ao trono, teve uma carreira militar de 22 anos na Marinha, mas sua reputação desmoronou após anos de escândalos. Ele perdeu seus títulos militares em 2022 e o tratamento de 'Sua Alteza' após um processo civil nos EUA por agressão sexual a Virginia Giuffre, então com 17 anos, que resultou em um acordo financeiro em 2022. Virginia Giuffre, que o acusou, suicidou-se em 2025. Em 2025, o Rei Charles III retirou o título de príncipe de Andrew, que foi "expulso" de sua residência oficial, o Royal Lodge em Windsor, e se mudou para uma casa de campo em Sandringham. Sua mudança foi apressada por novas revelações do caso Jeffrey Epstein, que mostram correspondência extensa entre Andrew e o financista, incluindo e-mails que sugerem contato regular de Andrew com Epstein após a condenação deste por crimes sexuais. Andrew negou irregularidades e laços contínuos com Epstein, exceto por uma visita em 2010 para encerrar o relacionamento.
Paralelamente à prisão de Andrew no Reino Unido, a Justiça do Novo México, nos Estados Unidos, abriu uma investigação sobre a denúncia de que Jeffrey Epstein teria ordenado o enterro de corpos de duas jovens estrangeiras em seu rancho. O Rei Charles III se pronunciou sobre a prisão de seu irmão, expressando profunda preocupação, mas apoiando a ação da polícia e afirmando que a lei deve seguir seu curso. Em comunicado, o monarca destacou a importância de um devido processo legal, justo e adequado para investigar a questão, indicando estar "pronto para ajudar" nas investigações. O Rei Charles III não foi avisado previamente da operação policial. Investigadores estão vasculhando milhões de documentos dos arquivos de Epstein e solicitando cópias ao FBI e ao Departamento de Justiça americano. A decisão de apresentar uma denúncia formal contra Andrew será tomada após a análise das provas pela polícia e advogados do Ministério Público da Coroa, e caso seja considerado culpado de má conduta, Andrew pode ser condenado à prisão perpétua.
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