Diante da estagnação das negociações de paz para o conflito na Ucrânia, a União Europeia estuda uma nova estratégia diplomática para retomar o diálogo com o Kremlin. O bloco avalia a nomeação de um mediador de alto nível, com os nomes da ex-chanceler alemã Angela Merkel e do ex-primeiro-ministro italiano Mario Draghi sendo cogitados para a função de interlocutor junto ao presidente russo Vladimir Putin. A movimentação reflete a preocupação europeia em evitar ser excluída das tratativas conduzidas pelos Estados Unidos, buscando garantir protagonismo na resolução de um conflito que impacta diretamente a estabilidade do continente.
O governo do presidente Donald Trump sinalizou que não se opõe a contatos independentes da Europa com a Rússia, enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apoia um maior envolvimento europeu nas negociações. A iniciativa visa proteger os interesses estratégicos do bloco e será pauta central na reunião de chanceleres da União Europeia, que ocorrerá em Chipre na próxima semana. Ao buscar um canal direto de comunicação, o bloco tenta redefinir sua relevância geopolítica e assegurar que a integridade territorial da região seja considerada em qualquer eventual acordo de paz.
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