Raízen busca apoio de credores para plano de reestruturação de dívida
A Raízen articula um plano de reestruturação de R$ 65 bilhões para evitar a recuperação judicial, enfrentando resistência de detentores de títulos.
Pontos principais
- A empresa busca a aprovação de mais de 50% dos credores até o dia 8 de junho para viabilizar a recuperação extrajudicial.
- O plano prevê a conversão de 45% da dívida em ações, o que resultaria na transferência do controle da companhia aos credores.
- A Shell comprometeu um aporte de R$ 3,5 bilhões, enquanto a participação de Rubens Ometto no processo permanece incerta.
- Agências de risco como S&P e Fitch rebaixaram a nota da Raízen após dificuldades operacionais e financeiras.
A Raízen intensifica as negociações com credores para viabilizar um plano de reestruturação de dívida de R$ 65 bilhões, visando evitar uma recuperação judicial. A proposta atual exige a concordância de mais de 50% dos credores até o prazo de 8 de junho e prevê a conversão de pelo menos 45% do passivo em ações, o que implicaria na transferência do controle da empresa. O processo enfrenta resistência de detentores de títulos offshore, aumentando a pressão sobre a gestão da companhia, que recentemente sofreu rebaixamentos de nota pelas agências S&P e Fitch. Enquanto a Shell mantém o compromisso de aportar R$ 3,5 bilhões para sustentar a reestruturação, a participação de Rubens Ometto no plano tornou-se incerta. A estratégia da empresa foca em garantir o apoio de bancos e credores locais para assegurar a estabilidade operacional diante do cenário de crise financeira.
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