A infraestrutura portuária brasileira enfrenta um desafio crítico de capacidade que impacta diretamente a competitividade do país no mercado internacional. Segundo Leandro Barreto, sócio-fundador da Solve Shipping, a estagnação na construção de novos terminais de contêineres, sem inaugurações relevantes desde 2013, criou um gargalo logístico severo. Esse cenário é agravado por uma demanda interna que avança em ritmo quatro vezes superior à média mundial, sobrecarregando as instalações existentes e gerando falhas operacionais, como o cancelamento de escalas e custos adicionais de demurrage. Embora existam investimentos previstos de R$ 10 bilhões até 2029, especialistas alertam que o montante será absorvido apenas pelo crescimento da demanda, sem resolver o déficit estrutural acumulado. A manutenção dessa deficiência logística compromete a eficiência das exportações e eleva o chamado custo Brasil, exigindo maior atenção ao planejamento de longo prazo para evitar a perda de competitividade global.
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