CEO contesta escassez de combustível de aviação e cita estratégia
Greg Raiff, da Elevate Jet, afirma que companhias usam o pretexto de falta de combustível para cancelar rotas deficitárias sem perder slots.
Pontos principais
- O CEO da Elevate Jet, Greg Raiff, nega a existência de uma crise global de abastecimento de combustível de aviação.
- Companhias aéreas estariam invocando cláusulas de força maior para encerrar rotas não lucrativas sem penalidades em aeroportos.
- Relatos indicam preços de abastecimento superiores a US$ 10 por galão em terminais privados.
- A demanda por jatos corporativos mantém trajetória de alta desde 2021, apesar da volatilidade nos custos operacionais.
- Especialistas alertam para um possível risco de escassez no outono, devido à competição com o óleo de aquecimento residencial.
O CEO da Elevate Jet, Greg Raiff, contestou a narrativa de que a escassez de combustível de aviação seria a causa dos recentes cancelamentos de voos. Segundo o executivo, as companhias aéreas estariam utilizando o cenário de instabilidade geopolítica, agravado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, como pretexto para descontinuar rotas deficitárias. A estratégia permitiria que as empresas abandonassem trechos pouco lucrativos sem perder seus valiosos slots em aeroportos, protegendo-se por meio de cláusulas de força maior. Enquanto o setor de aviação comercial enfrenta questionamentos sobre a veracidade da crise de suprimentos, o segmento de jatos corporativos segue em expansão. O cenário é agravado por relatos de exploração de preços em terminais privados, onde o custo do galão ultrapassou a marca de US$ 10. Analistas apontam que uma escassez real pode se materializar apenas no outono do Hemisfério Norte, quando a demanda por combustível de aviação passará a competir diretamente com o óleo utilizado para aquecimento residencial.
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