TCU barra lote único em licitação de R$ 1,47 bilhão da Caixa
O Tribunal de Contas da União determinou que a Caixa Econômica Federal divida ou anule licitação de R$ 1,47 bilhão para compra de caixas eletrônicos.
Pontos principais
- A decisão do TCU veta a manutenção de lote único para a aquisição de 6.403 equipamentos de autoatendimento.
- O banco público deve agora parcelar a contratação ou iniciar um novo planejamento para o certame.
- O ministro relator Walton Alencar Rodrigues apontou falta de estudos técnicos que justificassem a restrição da concorrência.
- A medida visa impedir o aprisionamento tecnológico e ampliar a competitividade entre fornecedores.
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a Caixa Econômica Federal altere o modelo de uma licitação de R$ 1,47 bilhão destinada à compra de 6.403 caixas eletrônicos. A corte rejeitou a proposta de lote único, exigindo que o banco parcele o objeto da contratação ou anule o processo para realizar um novo planejamento. Segundo o ministro relator, Walton Alencar Rodrigues, a instituição não apresentou estudos quantitativos suficientes para justificar a centralização do contrato em um único fornecedor. A decisão busca evitar a restrição à competitividade e prevenir o chamado aprisionamento tecnológico, garantindo que mais empresas possam participar do certame. A Caixa defendia que o modelo de lote único seria essencial para otimizar custos e assegurar a integração sistêmica dos equipamentos, mas o tribunal entendeu que o formato prejudica a transparência e a eficiência do processo licitatório.
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