Standard Chartered corta 7,8 mil vagas até 2030 com automação e IA no back-office
CEO Bill Winters fala em substituir 'capital humano de menor valor' por capital financeiro; banco mira 18% de ROTE em 2030.
Pontos principais
- Cerca de 7.800 vagas cortadas até 2030, mais de 15% das funções corporativas
- Cortes focados em RH, risco, compliance e cadeia de suprimentos
- Cerca de 52 mil dos 82 mil empregados estão em funções de apoio
- Meta de aumentar receita por empregado em 20% até 2028
- ROTE alvo de 15% em 2028 e cerca de 18% em 2030
- Operações de back-office concentradas em Índia, China, Malásia e Polônia
- Anúncio feito no investor day em Hong Kong
O Standard Chartered anunciou na terça-feira que vai cortar mais de 15% de suas funções corporativas até 2030, cerca de 7.800 vagas, conforme escala automação e IA em áreas como recursos humanos, risco, compliance e cadeia de suprimentos. Hoje, aproximadamente 52 mil dos 82 mil empregados do banco estão em funções de apoio.
O CEO Bill Winters, em apresentação a investidores em Hong Kong, descreveu a operação como 'substituir, em alguns casos, capital humano de menor valor pelo capital financeiro e de investimento que estamos colocando'. O banco quer elevar em cerca de 20% a receita por empregado até 2028 e atingir 18% de retorno sobre patrimônio tangível em 2030 (15% em 2028).
Boa parte do back-office afetado fica em Índia, China, Malásia e Polônia. O banco disse que tentará realocar parte dos empregados afetados.
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