A economia japonesa registrou um crescimento de 0,5% no primeiro trimestre de 2026, superando as expectativas iniciais de 0,4% e consolidando uma expansão anualizada de 2,1%. O desempenho, sustentado pela resiliência do consumo interno e pelo setor exportador, fortalece a estratégia do Banco do Japão de prosseguir com o aperto monetário. O mercado agora precifica com maior convicção um aumento da taxa básica de 0,75% para 1,0% na reunião de junho, movimento que visa controlar a inflação, que teve sua estimativa elevada para 2,8% pela autoridade monetária.
Apesar dos indicadores positivos, o cenário macroeconômico apresenta desafios estruturais e riscos de estagflação, exacerbados pela alta dos preços do petróleo e pela redução na renda real das famílias. Em resposta, o governo de Tóquio planeja a emissão de nova dívida pública para financiar medidas de mitigação aos impactos das tensões no Oriente Médio. O Banco do Japão, ao mesmo tempo em que revisou para baixo sua projeção de crescimento para 2026, para 0,5%, busca equilibrar a política de juros para garantir a estabilidade do iene e a sustentabilidade do crescimento interno diante da volatilidade global.
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