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Filho do fundador da Mango é preso por suspeita de homicídio do pai

Jonathan Andic foi detido na Espanha sob investigação pela morte de Isak Andic, fundador da Mango, ocorrida em 2024 durante uma trilha em Montserrat.

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Foto: InfoMoney
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19/05 às 07:03 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Jonathan Andic foi detido pela polícia catalã nesta terça-feira (19) após a reabertura das investigações.
  • Isak Andic, fundador da Mango, morreu em dezembro de 2024 após cair de uma ravina em Montserrat.
  • O caso, inicialmente tratado como acidente, passou a ser investigado como possível homicídio em outubro de 2025.
  • Jonathan era a única testemunha presente no momento da queda e teve seu status alterado para suspeito em setembro de 2025.
  • A prisão foi confirmada pelos Mossos d'Esquadra, mantendo o caso sob sigilo na comarca de Martorell.
  • A defesa da família mantém a confiança nas autoridades e defende a inocência de Jonathan Andic.
  • O caso representa um desdobramento significativo envolvendo uma das figuras mais proeminentes do setor de moda europeu.
  • Jonathan Andic assumiu a presidência da holding familiar após a morte do pai, enquanto a operação da empresa segue com o CEO Toni Ruiz.
  • Investigações sobre a morte do bilionário estavam em curso há meses antes da detenção do executivo.

A polícia catalã efetuou a prisão de Jonathan Andic, vice-presidente da rede de moda Mango, nesta terça-feira (19), sob suspeita de envolvimento na morte de seu pai, o fundador da empresa, Isak Andic. O caso, que remonta a dezembro de 2024, envolveu a queda fatal do empresário de 71 anos em uma ravina na região de Montserrat, na Espanha. Embora o incidente tenha sido inicialmente registrado como um acidente durante uma expedição de trekking realizada por pai e filho, novas diligências identificaram elementos incompatíveis com a versão original, levando as autoridades a reclassificar a investigação para possível homicídio em outubro de 2025. A detenção ocorreu na residência do executivo, próximo a Barcelona, e foi confirmada pelos Mossos d'Esquadra.

Como Jonathan era a única pessoa presente no momento da queda, a justiça espanhola determinou a necessidade de aprofundar as apurações sobre as circunstâncias exatas do falecimento. O status processual do executivo foi alterado de testemunha para suspeito ainda em setembro de 2025, após a identificação de inconsistências nas declarações prestadas. O processo judicial, que corre sob sigilo na comarca de Martorell, busca esclarecer se houve negligência ou ação intencional. Em resposta às acusações, a família Andic declarou manter total confiança no trabalho das autoridades, ao mesmo tempo em que defende a inocência de Jonathan, ressaltando que ele segue colaborando com a investigação.

A morte do magnata do varejo, que liderou a expansão global da Mango, segue gerando grande repercussão no setor empresarial internacional. Após o falecimento de Isak, Jonathan Andic assumiu a presidência da holding familiar, enquanto a operação cotidiana da companhia permanece sob a gestão do CEO Toni Ruiz. Este desdobramento marca um ponto crítico em uma investigação que se arrasta há meses, envolvendo uma das figuras mais influentes do varejo europeu. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre eventuais acusações formais adicionais, mantendo o inquérito sob estrita confidencialidade enquanto aguardam novas perícias que possam elucidar a dinâmica do óbito.

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