Brasil defende taxação global de ultrarricos em agenda do G7
O ministro Dario Durigan busca apoio internacional para um imposto mínimo sobre grandes fortunas durante reuniões do G7 em Paris.
Pontos principais
- Dario Durigan reiterou a disposição do Brasil em liderar o debate sobre um imposto mínimo global de 2% para fortunas acima de US$ 100 milhões.
- A proposta, apoiada pelo economista Gabriel Zucman, utiliza a reforma do Imposto de Renda de 2025 como benchmark de tributação progressiva.
- O tema ganhou tração após discussões no G20, embora enfrente resistência de países como os Estados Unidos.
- A agenda brasileira em Paris também foca na atração de investimentos e no desenvolvimento de um marco regulatório para minerais críticos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou em Paris a defesa brasileira pela implementação de um imposto mínimo global de 2% sobre patrimônios superiores a US$ 100 milhões. Durante reuniões preparatórias para a cúpula do G7, o ministro destacou que o Brasil está disposto a liderar a pauta de justiça fiscal, utilizando a reforma do Imposto de Renda aprovada em 2025 como exemplo de sucesso na tributação progressiva. O debate, que ganhou força após ser discutido no G20 no Rio de Janeiro, ainda enfrenta resistência de nações como os Estados Unidos. Paralelamente às discussões fiscais, Durigan promove o potencial brasileiro no setor de minerais críticos, defendendo a criação de um novo marco regulatório que garanta segurança jurídica e impulsione o desenvolvimento industrial do país perante investidores estrangeiros.
Comentários
Carregando comentários...
