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OMS declara emergência global por surto de Ebola no Congo e Uganda

A OMS classificou o surto de Ebola como emergência de saúde pública internacional, com centenas de casos e mortes confirmadas na região.

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Foto: G1 Mundo
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16/05 às 23:01 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A OMS oficializou o status de emergência de saúde pública de interesse internacional para o surto de Ebola.
  • Foram registrados centenas de casos suspeitos e dezenas de mortes confirmadas na República Democrática do Congo e em Uganda.
  • A cepa identificada, Bundibugyo, não possui vacina ou tratamento aprovado, com taxa de mortalidade entre 60% e 80%.
  • Casos foram confirmados nas capitais de Uganda e da República Democrática do Congo, aumentando o risco de propagação urbana.
  • A OMS recomendou a ativação de mecanismos nacionais de gestão de desastres e o envolvimento de lideranças locais.
  • O monitoramento é coordenado com os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (CDC Africa).
  • A agência esclareceu que a situação, embora grave, não atende aos critérios técnicos para ser classificada como pandemia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o nível de alerta para o surto de Ebola que atinge a República Democrática do Congo e Uganda, classificando a situação como uma emergência de saúde pública de interesse internacional. O cenário é agravado pela identificação da cepa Bundibugyo, que apresenta uma taxa de mortalidade elevada, variando entre 60% e 80%, e é transmitida pelo contato com fluidos corporais. Autoridades sanitárias contabilizam centenas de casos suspeitos e dezenas de mortes, com registros críticos na província de Ituri e casos confirmados na capital de Uganda, Kampala, o que eleva o temor sobre a disseminação em áreas urbanas densamente povoadas. A propagação da doença através da fronteira entre os dois países forçou o reforço imediato da vigilância epidemiológica regional.

A medida visa facilitar a mobilização de recursos globais e a cooperação técnica, com o monitoramento sendo realizado em parceria com os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças (CDC Africa). A OMS recomendou que os países afetados ativem imediatamente seus mecanismos nacionais de gestão de desastres e promovam o engajamento de líderes locais para fortalecer a resposta ao surto. O foco das agências de saúde permanece no reforço das medidas de contenção e no monitoramento rigoroso das fronteiras para evitar que a transmissão transfronteiriça se agrave, dado que esta cepa específica ainda não possui vacina ou tratamento aprovado.

Apesar da urgência e da gravidade da situação, a OMS reiterou que o surto, embora exija uma resposta internacional coordenada, não preenche os critérios técnicos necessários para ser classificado como uma pandemia. O monitoramento contínuo das áreas afetadas e a implementação de protocolos de isolamento seguem como as principais estratégias para conter a propagação do vírus e mitigar os impactos sobre as populações locais, enquanto a comunidade internacional busca meios de conter a disseminação da variante rara.

Fonte primária

World Health Organization

Epidemic of Ebola Disease caused by Bundibugyo virus in the Democratic Republic of the Congo and Uganda determined a public health emergency of international concern

Em 17 de maio de 2026, o Diretor-Geral da OMS determinou que o surto de doença pelo vírus Ebola (variante Bundibugyo) na República Democrática do Congo e em Uganda constitui uma emergência de saúde pública de importância internacional (PHEIC), mas "não atende aos critérios de emergência pandêmica". Até 16 de maio, foram reportados 8 casos confirmados em laboratório, 246 casos suspeitos e 80 mortes suspeitas na província de Ituri (RDC), abrangendo as zonas sanitárias de Bunia, Rwampara e Mongbwalu; 1 caso confirmado em Kinshasa; e 2 casos confirmados em Kampala (Uganda), incluindo 1 morte, em pessoas vindas da RDC sem vínculo aparente entre si. A OMS destaca que, diferentemente das cepas Ebola-Zaire, não há terapêuticos ou vacinas específicos aprovados contra o vírus Bundibugyo, e que insegurança em curso, crise humanitária, alta mobilidade populacional, o caráter urbano/semi-urbano do epicentro e a grande rede de serviços de saúde informais ampliam o risco de disseminação. O Diretor-Geral anunciou que convocará um Comitê de Emergência sob o RSI "o mais breve possível". Entre as recomendações temporárias aos Estados-Membros: nenhuma viagem internacional de contatos ou casos de doença pelo vírus Bundibugyo, exceto evacuação médica apropriada, e implementação de triagem de saída para todas as pessoas em aeroportos internacionais.

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