AtkinsRéalis lucra 34% mais no 1T e fecha contrato de 20 anos com a First American Nuclear para SMRs
Empresa canadense de engenharia aposta em nuclear para atender demanda de energia de data centers de IA.
Pontos principais
- AtkinsRéalis reporta alta de 34% no lucro do 1T em 14 de maio
- Negócio nuclear puxou o resultado, ligado à demanda de data centers de IA
- Em 13 de maio, assinou contrato de 20 anos com a First American Nuclear para SMRs na América do Norte
- Soma-se a contrato de US$2,1 bilhões com Aecon para estender quatro reatores em Pickering, Ontário
- Empresa tem parceria com a Nvidia para 'fábricas de IA' movidas a nuclear, anunciada em março
- Reator CANDU full-size leva cerca de sete anos para planejar e construir
A AtkinsRéalis, engenharia canadense que projeta usinas nucleares, reportou em 14 de maio alta de 34% no lucro do primeiro trimestre, puxada pelo negócio nuclear na esteira da demanda crescente por energia para data centers de IA. Na véspera, em 13 de maio, a empresa assinou um contrato de 20 anos com a First American Nuclear para projetar e supervisionar a construção de pequenos reatores modulares (SMRs) na América do Norte.
O acordo soma-se a um contrato de US$2,1 bilhões com a Aecon para estender a vida de quatro reatores em Pickering, Ontário, com obras preliminares já em andamento. A AtkinsRéalis também tem um acordo de 2025 para prolongar um reator em Cernavoda, na Romênia, e um contrato anterior para construir dois novos reatores multibilionários no país. Em março, anunciou parceria com a Nvidia para impulsionar a implantação de 'fábricas de IA' movidas a energia nuclear.
Um reator CANDU full-size construído pela Candu Energy, subsidiária da AtkinsRéalis, leva cerca de sete anos entre planejamento e construção. Para o analista Maxim Sytchev, do National Bank, 'nuclear continua o principal motor de crescimento' da empresa.
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