Receita Federal investiga sonegação de R$ 2,5 bi no setor plástico
A Operação Refugo mira esquema de empresas de fachada que causou prejuízo bilionário aos cofres públicos através de notas fiscais frias em São Paulo.
Pontos principais
- A Operação Refugo cumpre 46 mandados de busca e apreensão em 14 cidades paulistas com o apoio de 530 agentes públicos.
- O esquema utilizava cerca de 60 empresas de fachada para emitir notas fiscais inidôneas e gerar créditos tributários falsos.
- Três grandes grupos empresariais do setor de plásticos são os principais alvos da investigação por sonegação e lavagem de dinheiro.
- A Receita Federal estima que o montante total de impostos sonegados chegue a R$ 2,5 bilhões.
- A ação é uma força-tarefa que envolve a Receita Federal, a PGFN, o CIRA-SP, o Gaeco e as polícias Civil e Militar.
- Investigadores apontam que os recursos desviados financiavam gastos pessoais de luxo, como imóveis, veículos e viagens.
A Receita Federal, em conjunto com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (CIRA-SP), o Gaeco e as polícias Civil e Militar, deflagrou a Operação Refugo para desarticular um complexo esquema de sonegação fiscal no setor de plásticos em São Paulo. A fraude, que causou um prejuízo estimado em R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos, mobilizou mais de 530 agentes para o cumprimento de 46 mandados de busca e apreensão em 14 municípios paulistas. O esquema operava por meio de cerca de 60 empresas de fachada, responsáveis pela emissão de notas fiscais inidôneas e pela criação de créditos tributários falsos, afetando tanto tributos federais quanto estaduais.
Três grandes grupos empresariais do setor são os principais alvos da investigação, que busca desmantelar a rede operacional que distorcia a concorrência no mercado. Além da sonegação fiscal, a operação apura crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Segundo as autoridades, os valores desviados eram utilizados para financiar gastos pessoais de luxo, incluindo a aquisição de imóveis, veículos e viagens. A iniciativa é considerada estratégica para o fisco, visando não apenas a recuperação dos ativos e o ressarcimento ao erário, mas também a responsabilização criminal dos envolvidos na rede que operava para reduzir indevidamente a carga tributária do setor.
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