Marcha do Dia de Jerusalém é marcada por tensão e slogans extremistas
Manifestantes nacionalistas percorreram a Cidade Velha em evento que celebra a anexação de Jerusalém, elevando a tensão na região.
Pontos principais
- A marcha anual atravessou o Bairro Muçulmano da Cidade Velha de Jerusalém.
- Participantes entoaram cânticos de ódio, incluindo frases contra árabes e sobre a situação em Gaza.
- O ministro da segurança nacional, Itamar Ben-Gvir, esteve presente e exibiu uma bandeira israelense próximo à mesquita de al-Aqsa.
- O evento, patrocinado pelo Estado, marca a captura e anexação de Jerusalém Oriental por Israel.
A tradicional marcha do Dia de Jerusalém, que celebra a captura e anexação de Jerusalém Oriental por Israel, foi realizada sob um clima de forte tensão. O evento, patrocinado pelo governo, percorreu o Bairro Muçulmano da Cidade Velha, onde manifestantes nacionalistas proferiram slogans de ódio, incluindo frases como 'Morte aos árabes' e referências hostis à Faixa de Gaza. A presença do ministro da segurança nacional, Itamar Ben-Gvir, que exibiu uma bandeira israelense nas proximidades da mesquita de al-Aqsa, intensificou as críticas sobre o caráter da manifestação. Nos últimos anos, o evento tem se tornado progressivamente mais extremista, refletindo o agravamento das divisões políticas e religiosas na região. A marcha é vista por críticos como uma provocação deliberada, enquanto apoiadores a consideram uma celebração da soberania israelense sobre a cidade sagrada.
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