EUA e China iniciam negociações sobre IA, comércio e investimentos em Pequim
Donald Trump e Xi Jinping discutem protocolos de IA, chips da Nvidia e a criação de conselhos de investimento para reequilibrar a balança comercial bilateral.
Pontos principais
- Donald Trump e Xi Jinping iniciaram uma cúpula de 24 horas no Grande Salão do Povo, em Pequim.
- Líderes anunciaram um protocolo conjunto de IA para restringir o acesso de atores não estatais a modelos avançados.
- O secretário do Tesouro, Scott Bessent, propôs conselhos de investimento para identificar setores não estratégicos de cooperação.
- Negociações avaliam a liberação de chips H200 da Nvidia para empresas chinesas, com participação de Jensen Huang e Elon Musk.
- O governo Trump busca reduzir o déficit comercial por meio do aumento de exportações americanas e maior acesso ao mercado chinês.
- A China foi instada a colaborar na estabilização do fluxo de petróleo no Estreito de Hormuz.
- Xi Jinping reiterou que a questão de Taiwan permanece como o ponto mais sensível nas relações bilaterais.
O presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping iniciaram uma cúpula de 24 horas em Pequim, focada em temas críticos da agenda global, incluindo inteligência artificial, comércio e estabilidade geopolítica. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, lidera os esforços para criar barreiras de proteção que impeçam que atores não estatais acessem modelos de IA de alto desempenho. Paralelamente, a delegação americana, que conta com executivos como Jensen Huang e Elon Musk, discute a possível liberação de chips H200 da Nvidia e a criação de conselhos de investimento para identificar áreas não estratégicas onde a China pode investir nos EUA, visando reequilibrar a balança comercial entre as duas potências.
Além da cooperação tecnológica, o governo Trump busca ampliar o consumo de produtos agrícolas americanos na China e reduzir o desequilíbrio comercial. O encontro também abordou a segurança energética, com Bessent solicitando que Pequim auxilie na reabertura e estabilidade do fluxo de petróleo no Estreito de Hormuz. Este é o primeiro encontro de um presidente americano em exercício na China desde 2017, servindo como palco para discussões sobre Taiwan, tema classificado por Xi Jinping como o mais sensível da relação bilateral. As delegações trabalham para equilibrar a competição estratégica com a estabilidade das relações globais.
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