Estudo aponta China usando matérias-primas como arma geoeconômica
Relatório do EUISS detalha como a China utiliza seu domínio no refino de materiais críticos para exercer influência estratégica sobre o Ocidente.
Pontos principais
- A China controla mais de 70% da extração e refino de metade dos 34 materiais classificados como críticos pela União Europeia.
- O governo chinês utiliza licenciamentos de exportação opacos para pressionar empresas ocidentais em setores estratégicos.
- A dependência europeia em insumos como terras raras, gálio e germânio gera vulnerabilidades na defesa e na indústria de semicondutores.
- O relatório sugere que a Europa adote tarifas e incentivos à produção local para mitigar riscos de desabastecimento.
Um estudo recente do Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia (EUISS) revela como a China tem consolidado o controle sobre matérias-primas críticas para fortalecer sua posição geoeconômica. Ao dominar a cadeia de suprimentos de insumos essenciais, como terras raras, gálio e germânio, Pequim utiliza restrições de exportação como ferramenta de pressão política e econômica contra o Ocidente. Essa estratégia está alinhada aos objetivos de autossuficiência tecnológica previstos no 15º Plano Quinquenal chinês, criando riscos estruturais para setores vitais como defesa e tecnologia de semicondutores.
Diante desse cenário, o relatório recomenda que a União Europeia adote uma postura de defesa comercial mais assertiva. A proposta inclui a implementação de tarifas e o aumento de subsídios para fomentar a produção local, visando reduzir a dependência externa e proteger a soberania industrial europeia frente às manobras de Pequim.
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