Estudo aponta causas da desinformação em periferias e áreas indígenas
Pesquisa revela que internet precária e distanciamento da mídia tradicional impulsionam a propagação de notícias falsas em comunidades vulneráveis.
Pontos principais
- A falta de conexão de qualidade e a rotina exaustiva dificultam a verificação de fatos por parte da população.
- WhatsApp e Instagram são as principais fontes de consumo de notícias nas regiões analisadas.
- Moradores apontam o jornalismo local e comunitário como os meios mais confiáveis de informação.
- O estudo sugere o financiamento de sistemas de comunicação próprios e o uso de formatos curtos para combater a desinformação.
- A pesquisa ouviu 1,5 mil pessoas em Santarém, Recife e São Paulo.
Uma pesquisa realizada com 1,5 mil entrevistados em Santarém, Recife e São Paulo identificou que a precariedade no acesso à internet e a falta de identificação com os veículos de comunicação tradicionais são os principais motores da desinformação em periferias e territórios indígenas. O estudo aponta que, além das limitações técnicas de conexão, a rotina exaustiva dos moradores impede a checagem de conteúdos, tornando o WhatsApp e o Instagram os canais predominantes para o consumo de notícias. Para mitigar o problema, especialistas sugerem que o combate à desinformação deve passar pelo fortalecimento do jornalismo comunitário e pela adaptação de conteúdos para formatos de áudio e vídeos curtos. A valorização de sistemas de comunicação locais é apontada como uma estratégia essencial para garantir que informações confiáveis alcancem essas populações de forma eficaz e acessível.
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