Brasil registra alta de casos de SRAG em bebês
O vírus sincicial respiratório impulsiona o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em crianças menores de dois anos no país.
Pontos principais
- O vírus sincicial respiratório (VSR) é responsável por 41,5% dos casos de SRAG com diagnóstico confirmado nas últimas quatro semanas.
- Dez unidades federativas estão em situação de alto risco para a síndrome, com 14 estados apresentando tendência de alta.
- A Influenza A permanece como a principal causa de óbitos por SRAG, impactando principalmente o público idoso.
- Especialistas recomendam a vacinação contra gripe e VSR, além do uso de anticorpos monoclonais pelo SUS para bebês prematuros.
O Brasil enfrenta um crescimento nos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com foco preocupante em bebês menores de dois anos. Segundo dados da Fiocruz, o vírus sincicial respiratório (VSR) consolidou-se como o principal agente causador de bronquiolite nessa faixa etária, respondendo por quase metade dos diagnósticos confirmados recentemente. O cenário epidemiológico é de alerta, com dez estados em situação de alto risco e outros 14 apresentando tendência de elevação nas notificações. Enquanto o VSR afeta majoritariamente os mais jovens, a Influenza A continua sendo o patógeno com maior letalidade entre a população idosa. Diante do quadro, autoridades de saúde reforçam a necessidade de adesão aos calendários de vacinação e a utilização de anticorpos monoclonais disponibilizados pelo SUS para proteger grupos vulneráveis, como prematuros, contra complicações respiratórias severas.
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