Foxconn confirma ciberataque a fábricas na América do Norte; Nitrogen reivindica roubo de 8 TB
Wisconsin teve Wi-Fi cortado em 1º de maio e produção parada por uma semana; grupo afirma ter dados de Apple, Nvidia, Google, Dell, AMD e Intel.
Pontos principais
- Foxconn confirmou ciberataque a fábricas norte-americanas
- Grupo de ransomware Nitrogen, ativo desde 2023, reivindica roubo de 8 TB e mais de 11 mi de arquivos
- Material teria diagramas de topologia de rede de data centers para Google e Intel
- Documentos ligados a Apple, Dell, AMD e Nvidia também afetados
- Planta de Mount Pleasant, Wisconsin, polo de servidores de IA, teve Wi-Fi cortado em 1º de maio
- Produção ficou parada cerca de uma semana antes de retomar em 12 de maio
- Nitrogen usa código derivado do builder vazado do Conti 2 e modelo de dupla extorsão
A Foxconn, montadora taiwanesa que produz para Apple e Nvidia, confirmou na terça-feira que algumas de suas fábricas na América do Norte sofreram um ciberataque. O grupo de ransomware Nitrogen, ativo desde 2023, afirma ter roubado 8 terabytes (mais de 11 milhões de arquivos), incluindo esquemas e diagramas de topologia de rede de data centers para Google e Intel, além de documentos ligados a projetos com Apple, Dell, AMD e Nvidia.
A planta de Mount Pleasant, Wisconsin — polo de produção de servidores de IA — teve o Wi-Fi cortado em 1º de maio e ficou cerca de uma semana com a produção parada antes de retomar em 12 de maio. A Foxconn opera fábricas em Wisconsin, Ohio, Texas, Virgínia, Indiana e em diversos locais do México; a empresa não detalhou quantas foram impactadas. Nitrogen é uma das variantes de ransomware derivadas do código vazado do Conti 2 e segue modelo de dupla extorsão.
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