O rebanho bovino dos EUA caiu para o menor nível em 75 anos, resultando em preços elevados da carne e impactando a confiança do consumidor e a indústria.
O rebanho bovino dos Estados Unidos atingiu seu menor nível em 75 anos, com 86,2 milhões de cabeças registradas em 1º de janeiro, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Essa redução de 0,4% em relação ao ano anterior é amplamente atribuída a uma seca persistente que forçou os pecuaristas a diminuir seus rebanhos, especialmente o de vacas de corte, que caiu para o menor patamar desde 1961. A escassez de gado resultante deve manter os preços da carne bovina elevados por pelo menos mais dois anos, impactando diretamente o poder de compra do consumidor e a confiança econômica.
As consequências dessa diminuição já são sentidas na indústria, com a Tyson Foods, uma das maiores processadoras de carne do país, anunciando o fechamento de uma fábrica em Nebraska e a redução de operações no Texas, afetando aproximadamente 3.200 trabalhadores. A reconstrução do rebanho é um processo demorado, o que sugere que os altos preços da carne bovina persistirão, adicionando pressão sobre os orçamentos familiares e influenciando a política econômica, como evidenciado pelas promessas de ex-presidentes de tornar a carne mais acessível.