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Tesouro Nacional lança Tesouro Reserva com liquidez diária via Pix

O novo título público permite resgates imediatos via Pix, investimento mínimo de R$ 1 e foco em reservas de emergência, com limite mensal de R$ 500 mil.

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Foto: G1 - Economia
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10/05 às 23:33 · atualizado 11/05 às 16:01

Pontos principais

  • O Tesouro Reserva oferece liquidez diária com resgate imediato via Pix, disponível 24 horas por dia, inclusive em fins de semana e feriados.
  • O investimento mínimo é de R$ 1, com rentabilidade atrelada a 100% da taxa Selic e limite mensal de aplicação de R$ 500 mil por investidor.
  • O título não sofre marcação a mercado, garantindo previsibilidade ao investidor durante o vencimento de três anos.
  • A taxa de custódia da B3 é de 0,20% ao ano, com isenção para investimentos de até R$ 10 mil.
  • O produto é garantido pelo Tesouro Nacional, dispensando a necessidade de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
  • A tributação segue as regras padrão do Tesouro Direto, com incidência de Imposto de Renda e IOF regressivos conforme o prazo de permanência.
  • O governo federal busca atrair novos investidores, com meta de elevar a base do Tesouro Direto para 10 milhões de pessoas.
  • Atualmente, o produto está disponível exclusivamente para correntistas do Banco do Brasil via aplicativo.

O Tesouro Nacional, em parceria com a B3 e o Banco do Brasil, oficializou o lançamento do Tesouro Reserva, um título público desenhado especificamente para a formação de reservas de emergência. Com liquidez diária e resgate imediato via Pix, o ativo busca oferecer uma alternativa eficiente para o pequeno investidor, permitindo aplicações a partir de R$ 1. Diferente de outros títulos públicos, o Tesouro Reserva não sofre com a volatilidade da marcação a mercado, assegurando previsibilidade ao investidor durante o período de vigência de três anos. O produto conta com um limite de aplicação mensal de R$ 500 mil por CPF.

Em declaração recente, o secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, enfatizou que o produto não foi criado para concorrer diretamente com os bancos, mas para atuar de forma complementar ao sistema financeiro. A iniciativa visa expandir a base de investidores do Tesouro Direto, com a meta de alcançar até 10 milhões de pessoas. Embora especialistas recomendem comparar a rentabilidade líquida com custos de produtos privados — considerando a incidência de Imposto de Renda regressivo e IOF em resgates precoces —, o governo reforça que o título é uma ferramenta de inclusão financeira.

Atualmente, o acesso ao Tesouro Reserva está restrito aos clientes do Banco do Brasil, que podem realizar as operações diretamente pelo aplicativo da instituição. O governo destaca que a segurança do ativo é garantida pelo Tesouro Nacional, eliminando a necessidade de proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O Tesouro Nacional nega que o objetivo seja pressionar o custo de captação bancária, tratando o produto como um passo estratégico para a democratização do acesso a ativos de renda fixa no país.

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