Cota de tela para cinema nacional enfrenta críticas por ineficácia
Redes de cinema são acusadas de cumprir a cota de tela com sessões em horários de baixa demanda, esvaziando o propósito da política pública.
Pontos principais
- Grandes redes de cinema utilizam horários de baixa audiência para cumprir as metas legais de exibição de filmes nacionais.
- O caso do filme Zuzubalândia exemplifica a prática de agendar sessões que não atraem público, visando apenas o cumprimento burocrático da norma.
- A legislação atual é criticada por não exigir critérios de qualidade ou horários nobres para as produções brasileiras.
- A Ancine evita punições severas ao setor exibidor, citando a recuperação econômica pós-pandemia como justificativa.
- Especialistas defendem a revisão da política para garantir visibilidade real e acesso do público ao cinema nacional.
A política de cota de tela, desenhada para fomentar o audiovisual brasileiro, tem sido alvo de críticas devido à forma como grandes redes de cinema operam para atender à legislação. Ao agendar produções nacionais em horários de pouca procura, as empresas cumprem a exigência legal de maneira burocrática, sem oferecer visibilidade efetiva aos filmes. O caso do filme Zuzubalândia ilustra como essa prática resulta em sessões esvaziadas, frustrando o objetivo de democratizar o acesso à cultura nacional.
Embora a Ancine reconheça as fragilidades da norma, a agência tem adotado uma postura cautelosa na fiscalização, priorizando a estabilidade econômica dos exibidores após o período da pandemia. Contudo, especialistas argumentam que a política pública precisa evoluir de uma métrica puramente numérica para estratégias que assegurem horários nobres e maior diversidade, garantindo que o cinema brasileiro alcance, de fato, o público nas salas de exibição.
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