Redes de cinema são acusadas de cumprir a cota de tela com sessões em horários de baixa demanda, esvaziando o propósito da política pública.

A política de cota de tela, desenhada para fomentar o audiovisual brasileiro, tem sido alvo de críticas devido à forma como grandes redes de cinema operam para atender à legislação. Ao agendar produções nacionais em horários de pouca procura, as empresas cumprem a exigência legal de maneira burocrática, sem oferecer visibilidade efetiva aos filmes. O caso do filme Zuzubalândia ilustra como essa prática resulta em sessões esvaziadas, frustrando o objetivo de democratizar o acesso à cultura nacional.
Embora a Ancine reconheça as fragilidades da norma, a agência tem adotado uma postura cautelosa na fiscalização, priorizando a estabilidade econômica dos exibidores após o período da pandemia. Contudo, especialistas argumentam que a política pública precisa evoluir de uma métrica puramente numérica para estratégias que assegurem horários nobres e maior diversidade, garantindo que o cinema brasileiro alcance, de fato, o público nas salas de exibição.
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