O curador Hans Ulrich Obrist reflete sobre suas raízes monásticas e o papel da Santa Sé na Bienal de Veneza.
A participação da Santa Sé na Bienal de Veneza ganha uma nova perspectiva através da trajetória de Hans Ulrich Obrist, um dos nomes mais influentes da arte contemporânea. O curador, atualmente diretor artístico da Serpentine Galleries, estabelece conexões entre sua infância em mosteiros suíços e a curadoria atual, integrando elementos inusitados como manuscritos medievais e plantas medicinais ao discurso artístico. A análise destaca como essas vivências moldaram sua visão estética e profissional. Paralelamente, o projeto investiga o silêncio estratégico da Santa Sé no evento, propondo uma reflexão sobre a presença institucional da Igreja no cenário das artes visuais. Ao cruzar referências históricas e religiosas com a prática curatorial moderna, Obrist busca explorar as tensões entre tradição e contemporaneidade dentro de um dos espaços de maior prestígio cultural do mundo.
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