Alho importado a baixo custo leva produtores brasileiros a cogitar descarte
Produtores brasileiros de alho enfrentam prejuízos e consideram descartar a safra devido ao baixo preço do produto importado, especialmente da China e Argentina.
Pontos principais
- A área cultivada com alho no Brasil está diminuindo devido à dificuldade de venda da safra nacional.
- O baixo preço do alho importado inviabiliza a venda da produção brasileira, que não consegue cobrir os custos.
- Agricultores, como Everson Tagliari, consideram descartar toneladas de alho colhido.
- O Brasil produz 170 mil toneladas de alho, mas consome 320 mil anualmente, dependendo da importação.
- A CNA e a Anapa denunciam práticas de mercado desleais da China, que subsidia seu alho, prejudicando a indústria nacional.
Produtores de alho no Brasil estão enfrentando uma crise que os leva a considerar o descarte de suas safras, em vez de vendê-las. A principal causa é o baixo preço do alho importado, especialmente da China e Argentina, que chega ao mercado brasileiro com valores abaixo do custo de produção nacional. Essa situação tem inviabilizado a comercialização do produto local, forçando agricultores a arcar com prejuízos significativos e, em alguns casos, a cogitar o descarte de toneladas de alho.
O Brasil consome anualmente cerca de 320 mil toneladas de alho, mas produz apenas 170 mil, o que o torna dependente da importação. Apesar da existência de tarifas e acordos de preço mínimo, entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa) apontam práticas de mercado desleais, como subsídios chineses, que distorcem a concorrência. A Anapa já enviou 35 ofícios ao governo federal denunciando a situação, mas ainda não obteve resposta.
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