Alemanha considera descontar salários para reduzir licenças médicas
O governo alemão propõe descontar salários de trabalhadores em licença médica e oferecer bônus para reduzir o absenteísmo, que custa € 82 bilhões anuais às empresas.
Pontos principais
- Trabalhadores alemães tiram, em média, 14,8 dias de licença médica por ano.
- O chanceler Friedrich Merz propõe descontar salários desde o primeiro dia de afastamento.
- Planos incluem bônus para quem tirar cinco dias ou menos de licença médica anualmente.
- A política atual permite até seis semanas de licença remunerada por doença.
- O custo anual do absenteísmo para empresas alemãs é de aproximadamente € 82 bilhões.
O governo alemão, liderado pelo chanceler Friedrich Merz, está considerando medidas para combater o alto índice de absenteísmo no país, onde trabalhadores tiram uma média de 14,8 dias de licença médica por ano. Entre as propostas, está o desconto de salários desde o primeiro dia de afastamento e a oferta de bônus para funcionários que utilizarem cinco dias ou menos de licença médica anualmente. Atualmente, a legislação permite até seis semanas de licença remunerada por doença, com a possibilidade de afastamento de até cinco dias sem consulta presencial.
Essa iniciativa surge em um contexto onde o absenteísmo custa cerca de € 82 bilhões anuais às empresas alemãs. Além das doenças físicas, o burnout e problemas de saúde mental, especialmente entre a Geração Z e millennials, são apontados como fatores crescentes que contribuem para o uso de licenças médicas.
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