A transição dos EUA para uma economia de serviços e sua menor dependência industrial os tornam mais resilientes a choques energéticos e à inflação causada pela guerra no Irã.
Os Estados Unidos estão em uma posição mais favorável para enfrentar os impactos da guerra no Irã e a crise energética global, segundo economistas. Apesar do aumento nos preços da gasolina e da inflação, a transição do país de uma economia industrial para uma de serviços, juntamente com o avanço da produtividade, tem limitado o impacto desses choques. Eswar Prasad, economista da Universidade Cornell, destaca que a desindustrialização e a economia focada em serviços protegem os EUA de choques energéticos, diferentemente de nações com maior dependência industrial.
Desde 1979, a indústria americana tem retraído, enquanto o setor de serviços cresceu, impulsionado por desregulamentação e tecnologia. Essa mudança estrutural, aliada ao fato de os EUA terem se tornado exportadores líquidos de petróleo, contribui para a resiliência econômica. Em contraste, países como a Alemanha, com uma base industrial mais forte, enfrentam impactos mais severos da crise energética, com previsões de crescimento do PIB sendo revisadas para baixo.
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