Justiça inglesa nega recurso da BHP em caso Mariana
A Justiça inglesa negou um novo recurso da mineradora BHP sobre o rompimento da barragem de Fundão em Mariana, mantendo a responsabilização da empresa.
Pontos principais
- O Tribunal de Apelação da Inglaterra rejeitou o recurso da BHP sobre o desastre de Mariana, ocorrido em 2015.
- A decisão mantém a responsabilização da BHP, sócia da Vale na Samarco, pelo rompimento da barragem de Fundão.
- Os juízes consideraram que a BHP operava a barragem, tinha conhecimento dos riscos e agiu com negligência.
- A decisão permite o avanço para a Fase 2 do processo, que quantificará os danos às vítimas, com audiência em abril de 2027.
- A BHP Brasil afirmou que continuará sua defesa e que o Novo Acordo do Rio Doce, de R$ 170 bilhões, é a solução mais eficiente.
A Justiça inglesa negou um novo recurso da mineradora BHP sobre o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015. A decisão do Tribunal de Apelação da Inglaterra mantém a responsabilização da empresa pelo desastre, conforme estabelecido pelo Tribunal Superior inglês em novembro de 2025. Os juízes consideraram que a BHP, sócia da Vale na Samarco, operava a barragem e tinha conhecimento dos riscos, agindo com negligência.
Com a rejeição do recurso, a BHP esgotou as vias ordinárias de contestação no sistema inglês. A decisão permite que a Fase 2 do processo, que examina as perdas e quantifica os danos às vítimas, prossiga, com audiência prevista para abril de 2027. O escritório Pogust Goodhead, que representa as vítimas, comemorou a decisão. A BHP Brasil declarou que continuará sua defesa e que o Novo Acordo do Rio Doce, de R$ 170 bilhões, oferece a solução mais eficiente para compensar os atingidos.
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