O julgamento da mineradora BHP em Londres, referente ao desastre de Mariana, foi adiado para abril de 2027, enquanto a exclusão de autores já indenizados no Brasil é discutida.
O julgamento da mineradora BHP em Londres, relacionado ao desastre de Mariana, foi remarcado para abril de 2027, após a empresa considerar o cronograma original de outubro de 2026 impraticável devido à complexidade do caso. O desastre, ocorrido em 2015 com o rompimento de uma barragem da Samarco – joint venture entre BHP e Vale –, causou 19 mortes e a contaminação do Rio Doce, gerando um processo bilionário na justiça britânica.
Paralelamente ao adiamento, discute-se a exclusão de autores que já foram indenizados no Brasil. Advogados dos atingidos confirmaram que aqueles que receberam indenização integral serão retirados do processo no Reino Unido, uma medida que pode afetar cerca de 240 mil pessoas, ou 40% do total de autores. A Corte Inglesa reconheceu a validade dos programas de indenização e quitações assinadas no Brasil, enquanto a Samarco, com apoio da BHP Brasil e Vale, segue implementando o Novo Acordo do Rio Doce, que prevê R$ 170 bilhões em indenizações.