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Auren Energia registra prejuízo de R$ 601,6 mi no 1º trimestre de 2026

A Auren Energia reportou um prejuízo líquido de R$ 601,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro do ano anterior, impactada por efeitos contábeis e menor geração de energia.

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Foto: InfoMoney
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06/05 às 19:10

Pontos principais

  • A Auren Energia (AURE3) registrou prejuízo líquido de R$ 601,6 milhões no 1º trimestre de 2026, contra lucro de R$ 54 milhões em 2025.
  • O Ebitda ajustado da companhia caiu 23,2% anualmente, atingindo R$ 925,9 milhões, devido à menor geração hidrelétrica, solar e eólica.
  • O prejuízo foi influenciado pela marcação a mercado de contratos futuros de energia, um efeito contábil sem impacto no caixa.
  • A dívida líquida da Auren diminuiu, mas a alavancagem subiu para 5,2 vezes, com expectativa de redução em 2027.
  • A empresa está em processo de reorganização societária para simplificar sua estrutura, com conclusão prevista para o final de 2026.

A Auren Energia (AURE3) divulgou um prejuízo líquido de R$ 601,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 54 milhões registrado no mesmo período de 2025. O resultado foi impactado principalmente pela marcação a mercado de contratos futuros de energia, um efeito contábil que não afeta o caixa da empresa. O Ebitda ajustado da geradora de energia também apresentou queda de 23,2% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 925,9 milhões, reflexo da menor geração hidrelétrica, solar e eólica, além de um menor ganho com descolamento de preços.

Apesar do cenário desafiador, o CEO Fabio Zanfelice destacou ganhos de R$ 97,2 milhões com a modulação de contratos de energia, o que ajudou a compensar os cortes de geração em usinas renováveis. A companhia mantém sua atuação ativa na comercialização de energia e está em processo de reorganização societária para otimizar a gestão de caixa e endividamento, com previsão de conclusão até o final de 2026. A dívida líquida da Auren diminuiu, mas a alavancagem subiu para 5,2 vezes devido à queda do Ebitda dos últimos 12 meses, com expectativa de redução mais acentuada em 2027.

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