Fitch alerta que dívida dos EUA está 'muito acima' de nações com rating AA
A Fitch Ratings expressou preocupação com a dívida dos EUA, afirmando que ela está significativamente maior do que a de outros países com classificação AA, impulsionada por um déficit em expansão e cortes de impostos.
Pontos principais
- A Fitch Ratings alertou sobre o alto nível da dívida dos Estados Unidos, que supera 'muito' a de outras nações com rating AA.
- O crescente déficit fiscal dos EUA e os cortes de impostos previstos no One Big Beautiful Bill Act são fatores que desafiam a classificação de crédito soberano do país.
- A agência projeta um déficit do governo geral de 7,9% do PIB para este e o próximo ano, citando incertezas nas receitas tarifárias e maiores gastos com defesa.
- As eleições legislativas de meio de mandato em novembro podem aumentar os riscos de impasses sobre o teto da dívida.
- Apesar dos desafios, a Fitch reconhece pontos fortes na nota de crédito dos EUA, como o papel do dólar, uma economia robusta e mercados de capitais líquidos.
A Fitch Ratings, uma das principais agências de classificação de risco global, manifestou preocupação com o nível da dívida dos Estados Unidos. Segundo a agência, a dívida americana está "muito acima" da observada em outras nações que possuem a mesma classificação de crédito AA. Este cenário é impulsionado por um déficit crescente e cortes de impostos previstos no One Big Beautiful Bill Act, que colocam em xeque a estabilidade da classificação de crédito soberano do país.
O alerta da Fitch sublinha os riscos que uma dívida elevada pode representar para a estabilidade financeira dos EUA. A agência projeta um déficit do governo geral de 7,9% do PIB para este e o próximo ano, citando incertezas nas receitas tarifárias e maiores gastos com defesa solicitados por Donald Trump. As eleições legislativas de meio de mandato em novembro são cruciais, podendo aumentar os riscos de impasses sobre o teto da dívida. Apesar dos desafios, a Fitch reconhece pontos fortes na nota de crédito dos EUA, como o papel do dólar, uma economia robusta e mercados de capitais líquidos.
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