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Brasil abriga mais de 2 milhões de imigrantes e refugiados

O Brasil acolhe mais de 2 milhões de imigrantes e refugiados de 200 nacionalidades, com venezuelanos e haitianos entre os grupos mais numerosos, segundo relatório do OBMigra.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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30/04 às 18:01

Pontos principais

  • Mais de 2 milhões de imigrantes e refugiados de 200 nacionalidades vivem no Brasil, com venezuelanos, haitianos, cubanos e angolanos como os mais numerosos.
  • O 12º Relatório Anual do OBMigra detalha a situação migratória e subsidia a nova Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA).
  • O fluxo de trabalhadores migrantes no mercado formal cresceu 54% entre 2023 e 2025, totalizando mais de 414 mil vínculos empregatícios.
  • Desafios incluem a subocupação de imigrantes qualificados e a informalidade de trabalhadores domésticos, além da necessidade de reconhecimento de diplomas.
  • Houve aumento de migrantes no CadÚnico e nas matrículas escolares, mas persistem desafios de inclusão linguística e acesso a serviços básicos.

O Brasil se consolidou como um país acolhedor, abrigando mais de 2 milhões de imigrantes e refugiados de 200 nacionalidades, conforme o 12º Relatório Anual do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra). Venezuelanos, haitianos, cubanos e angolanos representam os maiores grupos. O estudo, apresentado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, serve de base para a nova Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia (PNMRA), que reafirma o compromisso do país com os direitos humanos e a cooperação internacional.

O relatório destaca um aumento de 54% no fluxo de trabalhadores migrantes no mercado de trabalho formal entre 2023 e 2025, impulsionado pela demanda por mão de obra em um cenário de pleno emprego. Apesar disso, desafios persistem, como a subocupação de imigrantes qualificados, a informalidade de trabalhadores domésticos e a necessidade de reconhecimento de diplomas. O aumento de migrantes inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e nas matrículas escolares também evidencia a vulnerabilidade socioeconômica e a necessidade de políticas articuladas de assistência social, educação e proteção à infância.

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