A Justiça do Ceará determinou que Renan Santos, do MBL, remova vídeos em que acusa o cantor Wesley Safadão de ser um "novo ícone da corrupção", sob pena de multa diária.
A Justiça do Ceará determinou que Renan Santos, membro do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à Presidência, exclua vídeos nos quais acusa o cantor Wesley Safadão de ser um "novo ícone da corrupção". A decisão, proferida pela 15ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza, atende parcialmente a um pedido de tutela de urgência feito pela defesa do artista. Renan Santos havia criticado os cachês de shows de Safadão em prefeituras de municípios pobres, ligando o cantor a supostos esquemas de corrupção e o acusando de liderar um esquema que explora prefeituras pobres.
Conforme a determinação judicial, Renan Santos deve remover os vídeos e se abster de novas publicações com conteúdo semelhante, sob pena de multa diária de R$ 5 mil. O juiz responsável pelo caso considerou que as declarações de Renan Santos são afirmações categóricas de prática criminosa sem a apresentação de provas, o que causa dano à honra e imagem do artista e ultrapassam a opinião. A defesa de Safadão argumentou que a internet não é um "território sem lei" e que a liberdade de expressão não justifica acusações falsas. Renan Santos, por sua vez, mantém as críticas e espera novos processos, afirmando que figuras públicas devem ser questionadas.
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