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Bioeconomia em áreas degradadas cria produção sustentável no Pará

Projetos de bioeconomia no Pará demonstram como a produção sustentável em áreas degradadas, com o apoio de empresas e instituições, pode gerar renda e promover a restauração florestal na Amazônia, ao mesmo tempo em que se discute a necessidade de uma abordagem mais integrada e inclusiva para mitigar a crise climática.

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27/04 às 15:49

Pontos principais

  • A Belterra Agroflorestas atua na restauração de pastagens degradadas em Canaã dos Carajás, Pará, utilizando sistemas agroflorestais para o cultivo de cacau, com apoio da Vale e BNDES.
  • A Embrapa desenvolve mais de 40 projetos de bioeconomia na Amazônia, focados em produtos como guaraná, cacau, castanha e açaí, buscando produções agrícolas sustentáveis com baixo impacto de carbono.
  • Produtores rurais do assentamento Palmares II, em Parauapebas, apoiados pela Vale e MST, estão investindo no plantio de mandioca e na agroecologia para fortalecer a agricultura familiar e a produção de derivados.
  • A bioeconomia, baseada no uso sustentável de recursos naturais, é vista como uma tendência promissora para a atividade agropecuária, com potencial de movimentar US$ 108 bilhões no Brasil até 2050 e R$ 13,5 bilhões anuais no Pará.
  • Pesquisadores da Embrapa defendem uma visão mais holística e coordenada para os projetos de bioeconomia na Amazônia, visando uma "bioeconomia ampliada" que combine inovação científica e conhecimento tradicional.
  • O governo federal lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) para transformar a biodiversidade em um ativo econômico, mas especialistas alertam para a necessidade de garantir a inclusão social e o fortalecimento da sociobiodiversidade.
  • A bioeconomia é apresentada como uma alternativa crucial para o Brasil diante das mudanças climáticas e do risco de savanização da Amazônia, que impactaria o regime de chuvas em todo o país.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Alexandre Hoffmann (engenheiro agrônomo, pesquisador e gerente-adjunto de portfólios e programas de PD&I da Embrapa)Roberto de Almeida Menezes (vice-presidente da Associação dos Produtores da Vila Palmares Sul - Aprovipar)Patricia Daros (diretora de soluções baseadas na natureza da Vale)Pedro Abel Vieira (pesquisador da área de estudos estratégicos da Embrapa)Carina Pimenta (secretária nacional de Bioeconomia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima)Roberto Porro (pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental)

Organizações

Belterra AgroflorestasValeBanco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Teto (MST)Associação dos Produtores da Vila Palmares Sul (Aprovipar)Cooperativa dos Produtores de Alimentos de Parauapebas (Coopa)Associação Brasileira de Bioinovação (Abbi)Rede Pará de Estudos sobre Contas Regionais e BioeconomiaMinistério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Lugares

Canaã dos CarajásParáFloresta Nacional dos CarajásAmazôniaParauapebasBrasil