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Ex-premiês israelenses unem partidos contra Netanyahu

Os ex-primeiros-ministros Naftali Bennett e Yair Lapid uniram seus partidos, Bennett 2026 e Yesh Atid, formando a aliança "Juntos" para desafiar Benjamin Netanyahu nas próximas eleições em Israel.

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Foto: NYTimes World
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26/04 às 12:02 · atualizado 27/04 às 05:03

Pontos principais

  • Os ex-primeiros-ministros Naftali Bennett (direita) e Yair Lapid (centrista) anunciaram a fusão de seus partidos políticos, Bennett 2026 e Yesh Atid.
  • A união foi anunciada neste domingo (26) e visa as próximas eleições em Israel, previstas para este ano.
  • O novo partido se chamará "Juntos" e será liderado por Bennett, com o objetivo de abrir um novo capítulo para Israel.
  • A aliança busca criar uma força política robusta para desafiar o domínio do atual governo liderado por Benjamin Netanyahu.
  • Bennett e Lapid já uniram forças anteriormente, encerrando o mandato de Netanyahu em 2021, mas sua coalizão durou pouco mais de 18 meses.
  • Netanyahu retornou ao poder em 2022, formando o governo mais à direita da história de Israel.
  • O ataque do Hamas em 2023 abalou a credibilidade de segurança de Netanyahu, e pesquisas indicam que ele pode perder a próxima eleição.
  • A questão do serviço militar obrigatório e as isenções para comunidades ultrarreligiosas são temas centrais nas campanhas de Lapid e Bennett.

Dois proeminentes ex-primeiros-ministros de Israel, Naftali Bennett, político de direita, e Yair Lapid, centrista, anunciaram a fusão de seus partidos políticos neste domingo (26). A nova aliança, que se chamará "Juntos" e será liderada por Bennett, visa as próximas eleições, previstas para ocorrer ainda este ano, e tem como objetivo fortalecer a oposição contra o atual governo, liderado por Benjamin Netanyahu. A união é vista como um movimento estratégico para desafiar sua liderança nas urnas e derrubar o governo de coalizão de Netanyahu, com a nova formação política buscando apresentar uma alternativa à atual direção de Israel. Os partidos fundidos são o Bennett 2026 e o Yesh Atid, de Lapid.

Essa movimentação busca consolidar forças em um cenário político israelense frequentemente fragmentado e polarizado. Bennett e Lapid já haviam unido forças em 2021, conseguindo encerrar o mandato de Netanyahu, embora sua coalizão tenha durado pouco mais de 18 meses. Netanyahu retornou ao poder em 2022, formando o governo mais à direita da história de Israel. O ataque do Hamas em 2023 abalou a credibilidade de segurança de Netanyahu, e pesquisas indicam que ele pode perder a próxima eleição, o que impulsiona a formação desta nova aliança.

Os líderes da nova coalizão criticam Netanyahu por não transformar ganhos militares em vitórias estratégicas contra o Irã e grupos como Hezbollah e Hamas. Além disso, temas como o serviço militar obrigatório e as isenções para comunidades ultrarreligiosas são centrais nas campanhas de Lapid e Bennett, buscando capitalizar o descontentamento com a liderança de Netanyahu e alterar significativamente a dinâmica da disputa eleitoral para o Knesset, esperada para o final do ano.

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