O número de casos de sarna em animais silvestres no interior de São Paulo aumentou 700% nos últimos oito anos, gerando preocupação entre especialistas.
Os casos de sarna em animais silvestres no interior de São Paulo registraram um aumento de 700% nos últimos oito anos, conforme dados da associação Mata Ciliar. A principal causa apontada para esse crescimento é a crescente aproximação dos animais silvestres com as áreas urbanas, o que facilita a transmissão da doença. A sarna provoca queda de pelos e dificuldade de locomoção nos animais, tornando-os mais vulneráveis.
Diante desse cenário, equipes especializadas utilizam armadilhas fotográficas para identificar animais contaminados. Após o resgate, os animais são submetidos a quarentena e tratamento intensivo antes de serem gradualmente reintroduzidos à natureza. Um exemplo de sucesso é o resgate de um lobo-guará em Pedreira (SP), que, após cirurgia e tratamento, foi reintegrado ao seu habitat. Especialistas enfatizam a importância de combater o avanço de doenças urbanas sobre a fauna silvestre, especialmente em espécies como o lobo-guará, que é ameaçado de extinção e crucial para o equilíbrio ambiental.
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