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Tunísia suspende liga de direitos humanos vencedora do Nobel da Paz

A Tunísia suspendeu por um mês as atividades da Liga Tunisiana de Direitos Humanos (LTDH), uma das mais antigas da África, intensificando a repressão à sociedade civil sob o governo de Kais Saied.

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Foto: G1 Mundo
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25/04 às 06:01 · atualizado 08:03

Pontos principais

  • A Tunísia suspendeu por um mês as atividades da Liga Tunisiana de Direitos Humanos (LTDH), que integrou o quarteto vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2015.
  • A LTDH, uma das mais antigas organizações de direitos humanos da África, criticou a medida como parte de um padrão de restrições crescentes à sociedade civil.
  • Desde que assumiu poderes adicionais em 2021, o governo de Saied tem sido acusado de repressão contra ONGs, oposição e jornalistas.
  • O presidente Saied dissolveu o Conselho Judiciário Supremo e demitiu juízes em 2022, enfraquecendo a independência judicial.
  • A Tunísia, antes vista como um sucesso democrático da Primavera Árabe, enfrenta crescentes críticas internacionais por essas restrições.

As autoridades tunisianas suspenderam por um mês as atividades da Liga Tunisiana de Direitos Humanos (LTDH), uma organização que integrou o quarteto vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2015 e é considerada uma das mais antigas e importantes da África. A medida é vista pela própria LTDH e por outras entidades como parte de uma repressão mais ampla e sistemática contra a sociedade civil e vozes independentes no país, sob a administração do presidente Kais Saied.

Desde que Kais Saied assumiu poderes adicionais em 2021, organizações de direitos humanos têm denunciado uma repressão sem precedentes. Essa repressão inclui ações contra ONGs, grupos de oposição e jornalistas, além do enfraquecimento da independência judicial, evidenciado pela dissolução do Conselho Judiciário Supremo e pela demissão de juízes em 2022. A Tunísia, que já foi considerada um modelo de transição democrática após a Primavera Árabe, agora enfrenta crescentes críticas internacionais devido às restrições impostas a opositores, à imprensa e à sociedade civil.

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