O lançamento do modelo Mythos pela Anthropic, considerado perigoso, desencadeou uma corrida global por segurança e evidenciou as implicações geopolíticas do avanço da IA.

A Anthropic, uma das principais empresas no campo da inteligência artificial, revelou o modelo Mythos, considerado perigoso demais para o público em geral devido à sua capacidade de encontrar e explorar falhas em sistemas críticos como bancos e redes elétricas. Este desenvolvimento gerou alarme global e uma corrida por segurança, com líderes mundiais, incluindo o Banco da Inglaterra e o Banco Central Europeu, alertando sobre os riscos de cibersegurança e a necessidade de mitigar ameaças. O modelo foi inicialmente compartilhado apenas com 11 organizações dos EUA e, posteriormente, com o Reino Unido, enquanto a Anthropic trabalha com mais de 40 empresas, como Amazon, Apple e Microsoft, para desenvolver correções de segurança.
Este cenário expõe uma crescente divisão global em relação à inteligência artificial, com países como China e Rússia vendo o Mythos como evidência das consequências de ficar para trás na corrida da IA. A falta de cooperação internacional e a ausência de acordos sobre a não proliferação de IA de ponta são preocupantes, pois o acesso a essa tecnologia pode ser unilateralmente restrito por empresas, levantando questões sobre a governança e o controle internacional sobre o desenvolvimento da IA.
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