A Alemanha apresentou sua primeira estratégia militar, um documento inédito que classifica a Rússia como a maior ameaça previsível à segurança. O plano ambicioso estabelece a meta de ter 460 mil soldados disponíveis até meados da década de 2030, incluindo 200 mil na reserva, com o objetivo de construir o exército convencional mais forte da Europa. Esta iniciativa reflete a percepção de um cenário global mais perigoso e imprevisível, especialmente após a guerra na Ucrânia, conforme destacou o ministro da Defesa, Boris Pistorius. A medida sinaliza um retorno do poderio militar alemão e busca dar uma direção clara para a segurança nacional.
A estratégia não apenas visa modernizar e desburocratizar as Forças Armadas alemãs, mas também busca que o país assuma um papel de liderança mais proeminente na OTAN, aliviando a carga sobre os Estados Unidos na defesa da aliança. A possibilidade de reativar o serviço militar obrigatório está contemplada caso as campanhas de recrutamento não atinjam as metas necessárias, sinalizando uma nova mentalidade e um compromisso de longo prazo com a segurança nacional e regional.
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