As ações da Brava Energia caíram 4,31% após a oferta da Ecopetrol para assumir o controle, levando o Morgan Stanley a rebaixar a recomendação e gerando dúvidas sobre o tag along.

As ações da Brava Energia (BRAV3) registraram uma queda de 4,31% no pregão, um dia após a Ecopetrol, petroleira colombiana, apresentar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) parcial para assumir o controle da petroleira. A Ecopetrol busca adquirir 51% do capital da Brava, oferecendo R$ 23,00 por ação. Em resposta a esse movimento, o Morgan Stanley rebaixou sua recomendação para a Brava de "overweight" para "equal-weight" e cortou o preço-alvo de R$ 28 para R$ 23.
O banco justificou a decisão apontando que o preço da oferta de R$ 23 por ação deve limitar o potencial de valorização no curto prazo. Além disso, o Morgan Stanley destacou a incerteza em relação ao mecanismo de tag along, levantando a possibilidade de que a Ecopetrol não seja obrigada a estendê-lo integralmente aos acionistas minoritários, já que a estruturação da OPA tenta contornar essa obrigatoriedade ao criar um controle, não o transferindo. Essa situação pode gerar disputas judiciais, e investidores que aderirem à oferta parcial podem ter suas vendas rateadas se houver alta adesão. Para quem mantiver as ações, a Brava terá um novo perfil com maior capacidade de financiamento, mas com risco de governança elevado devido à natureza estatal da Ecopetrol.
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