O sistema prisional de São Paulo registrou uma média de uma morte a cada 19 horas entre 2015 e o primeiro semestre de 2023, totalizando 4.189 óbitos. Um relatório do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), em parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP), aponta que a alta taxa de mortalidade é resultado de superlotação, condições insalubres e deficiências graves no atendimento à saúde. Muitas unidades prisionais não contam com equipes médicas regulares ou vinculação ao SUS, e milhares de atendimentos externos foram cancelados por falta de escolta.
Conselheiros do Condepe denunciam a omissão estatal e a falta de medicação, que contribuem para o adoecimento físico e mental dos detentos. Em contrapartida, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) afirma que mantém ações de prevenção, diagnóstico e tratamento, incluindo telemedicina e atendimento a doenças preexistentes.
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