Milhares de funcionários da Samsung protestaram exigindo 15% do lucro operacional e ameaçam greve de 18 dias, o que pode afetar a produção de chips de IA.
Cerca de 37 mil funcionários da Samsung se reuniram no complexo de semicondutores de Pyeongtaek, ao sul de Seul, no maior protesto da história da empresa. O sindicato exige que 15% do lucro operacional da divisão de chips, que totaliza mais de 40 trilhões de won (US$27 bilhões), seja destinado aos trabalhadores. Essa demanda representaria mais de US$400 mil por funcionário.
A queixa central é a disparidade nos bônus em comparação com a rival SK Hynix: um funcionário da Samsung com salário-base de 76 milhões de won teria recebido 38 milhões em bônus em 2025, menos de um terço do que um colega na SK Hynix com salário similar. O sindicato, que já representa 70% da força de trabalho sul-coreana da Samsung, ameaça uma greve de 18 dias a partir de 21 de maio caso as demandas não sejam atendidas, o que pode interromper a produção de chips de inteligência artificial.
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