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Lafarge condenada por financiar grupos jihadistas na Síria

A empresa francesa Lafarge foi condenada por financiar grupos jihadistas, incluindo o Estado Islâmico, para manter operações na Síria, estabelecendo um precedente histórico.

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Foto: BBC Brasil
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23/04 às 07:02 · atualizado 16:09

Pontos principais

  • A empresa francesa Lafarge foi condenada por financiar grupos jihadistas na Síria, incluindo o Estado Islâmico.
  • Pagamentos de cerca de 5,6 milhões de euros foram feitos entre 2013 e 2014 para manter uma fábrica de cimento em funcionamento.
  • O ex-diretor executivo Bruno Lafont foi condenado a seis anos de prisão por financiar o terrorismo internacional.
  • A decisão é um precedente histórico, aumentando a exigência para multinacionais em zonas de conflito.
  • A Lafarge, agora parte da Holcim, reconheceu a sentença e descreveu as ações como violação de seu código de conduta.

A empresa francesa Lafarge, uma das maiores do setor de cimento, foi condenada por financiar grupos jihadistas na Síria, incluindo o Estado Islâmico. Entre 2013 e 2014, a empresa realizou pagamentos de aproximadamente 5,6 milhões de euros para manter suas operações em uma fábrica no norte da Síria durante a guerra civil. O tribunal afirmou que esses recursos permitiram ao Estado Islâmico organizar atentados terroristas, como o ataque ao Charlie Hebdo em 2015.

Esta decisão judicial estabelece um precedente histórico no direito internacional, marcando a primeira vez que uma empresa de tal porte é responsabilizada por fomentar o terrorismo internacional. O ex-diretor executivo Bruno Lafont foi condenado a seis anos de prisão por financiar o terrorismo internacional, embora sua defesa planeje recorrer. A sentença aumenta a exigência para multinacionais em zonas de conflito, que não poderão mais alegar adaptação a contextos difíceis se beneficiarem grupos armados. A Lafarge, agora parte do conglomerado Holcim, reconheceu a sentença e descreveu as ações como uma violação de seu código de conduta. O caso gerou repercussão global e pode alterar a forma como grandes empresas operam em regiões de conflito.

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