A atividade empresarial na Zona do Euro registrou uma contração inesperada em abril, a primeira desde o final de 2024, impulsionada pela queda no setor de serviços e pela cautela do consumidor devido ao conflito no Irã, enquanto os custos de negócios sobem acentuadamente.
A atividade empresarial na Zona do Euro encolheu inesperadamente em abril, marcando a primeira contração desde o final de 2024. O PMI Composto da S&P Global, que mede a atividade econômica, caiu para 48,6, ficando abaixo do limite de 50 que separa crescimento de contração. Essa retração foi impulsionada principalmente por uma forte queda no setor de serviços, com a França registrando sua maior queda na atividade empresarial em 14 meses, também devido à desaceleração nesse setor.
A crescente cautela dos consumidores em relação aos gastos, influenciada pelo conflito no Irã, é apontada como um fator chave para essa diminuição da demanda. Além disso, Hugh Gimber, Estrategista de Mercado Global do JPMorgan, destacou que os custos de negócios na região estão 'subindo acentuadamente', adicionando pressão às empresas. Essa contração na atividade empresarial indica um período de desafio para a economia da Zona do Euro, com a incerteza geopolítica afetando diretamente o comportamento do consumidor e, consequentemente, o desempenho de setores-chave.
Em contraste, no Reino Unido, os dados do PMI indicaram uma rápida recuperação do setor privado após a desaceleração causada pela guerra no Irã. Contudo, essa recuperação vem acompanhada de empresas se apressando para garantir suprimentos, resultando em um aumento das pressões de preços.
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